CSP-MG recebe a Swiss Re, que apresenta oportunidades do mercado

Publicado em 9 de novembro de 2015

O Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) realizou no último dia 30 o workshop “Produtos e Soluções Inovadores em Seguros de Pessoas”, com o apoio da Swiss Re, maior resseguradora do mundo neste segmento. O evento reuniu corretores, seguradores e autoridades de mercado, em Belo Horizonte.

“É mais uma iniciativa do clube no caminho da qualificação e profissionalização do setor de seguros de pessoas em nosso Estado”, afirmou o presidente do CSP-MG, Hélio Loreno, na abertura do evento.

O workshop trouxe novidades em termos de produtos e soluções para o segmentoCSP - 30.09.2014 de pessoas, além de dados da pesquisa feita pela resseguradora com consumidores de seis países da América Latina a respeito das necessidades de proteção da população.

Segundo Rolf Steiner, consultor sênior da Swiss Re, a pesquisa detectou que o Brasil responde por 35% da lacuna de mortalidade no continente, ou seja, essa parte da população não possui cobertura de seguros. Argentina e México ocupam o segundo e terceiro lugar.

“A cobertura desses segmentos é deficitária. Por outro lado, esse dado indica que há uma grande oportunidade para as seguradoras e para os corretores, já que Brasil e México são os maiores mercados da região”, aponta o executivo.

O estudo mostrou que 44% dos brasileiros não possui nenhuma proteção em caso de morte e doença. A maioria alega que não pode pagar o valor da apólice. Mas 76% afirmam que gostariam de contratar produtos de proteção, especialmente se fossem voltados à cobertura de doenças graves e tratamentos de longo prazo. Menos de 10% acreditam que não há necessidade do seguro.

Entre os entrevistados que já possuem seguro, a maioria diz que não abre mão do benefício mesmo em caso de alguma dificuldade financeira. O seguro de vida, de acordo com a pesquisa, seria um dos últimos itens a serem cortados do orçamento.

“Este é um bom sinal para o setor de seguros. Tão logo o consumidor esteja convencido e compre um seguro, ele não o abandona nem mesmo quando enfrenta tempos financeiros difíceis. O mercado não deve ter medo de investir na identificação e conquista desse consumidor”, constata Steiner.

O diretor de negócios da Swiss Re, Andre Azevedo, concorda e afirma que as companhias precisam “ousar” no desenvolvimento de produtos simplificados, que atendam às reais necessidades da população. Ele citou como exemplo as coberturas para doenças graves.

O executivo acredita que um produto que hierarquizasse as doenças teria boa aceitação no Brasil. Nesse caso, o seguro indenizaria uma porcentagem do valor que o segurado adquiriu na compra da apólice. Esse montante aumentaria à medida que a doença fosse se agravando. Para o Azevedo, esse mecanismo iria contribuir para baratear o seguro ao mesmo tempo em que facilitaria a aceitação pela seguradora.

Ao final do evento, o vice-presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, ressaltou a importância de os profissionais se atualizarem quanto às novidades do mercado local e global: “Quem quiser aproveitar as excelentes oportunidades que estão por vir precisa estar preparado. E o momento é agora”, ressaltou.

O workshop reuniu cerca de 120 pessoas, dentre elas Petrusca Arrieiro Cardoso (Susep Belo Horizonte), Maria Filomena Branquinho (Sincor-MG), Claudia Perdigão (Sindseg MG/GO/MT/DF), Helder Lara Barbosa (CLUBCOR-MG), Tarcísio Alcici Figueiredo (Aconseg-MG) e Délio Reis (CSP-BA).

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