Presidentes de CVGs se reúnem para discutir a criação de uma entidade nacional

Publicado em 1 de junho de 2012


 
A ideia não é nova, mas o momento atual é mais do que propício para
colocá-la em prática, acreditam os presidentes dos CVGs de quatro dos mais
importantes estados da federação. Reunidos em São Paulo, no último dia 24 de
maio, os dirigentes do CVGs de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro
discutiram a criação de uma entidade nacional.

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“O Brasil viverá nos próximos cinco a dez anos um crescimento muito grande em
todos os seguros. Como os seguros de pessoas têm pouca penetração, atualmente,
espera-se que o ramo de maior de crescimento nesse período seja o de pessoas”,
afirma o presidente do Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG),
Hélio Loreno, o mais entusiasmado com a proposta de uma entidade
representativa. “Nosso propósito é que o mercado cresça e distribua os
benefícios para todos os envolvidos”, justifica.
O presidente do CVG-SP, Osmar Bertacini, anfitrião da primeira reunião,
concorda com o dirigente mineiro. “Em termos de faturamento, o ramo de pessoas
já é o maior do mercado. Por isso, o momento é este. A economia está crescendo,
a distribuição de renda aumentando e vem aí o microsseguro, que, não tenho
dúvida, deverá enveredar para o seguro de pessoas”, diz.
Segundo os dirigentes, aumentar a representatividade dos CVGs seria o principal
objetivo da nova entidade. “Os CVGs têm muita força, mas estão divididos,
porque cada um faz o seu trabalho de forma individual. Uma entidade nacional
poderia somar iniciativas e agregar valor aos órgãos do mercado, como CNseg,
FenaPrevi, Susep e outros”, diz o presidente do CVG-RJ, Danilo Sobreira.
Para o presidente do CVG-PR, Paulo Castro, um CVG nacional poderia ajudar a
disseminar a cultura do seguro de pessoas. “Precisamos criar cultura, treinar
as pessoas e mostrar aos segmentos, tanto de seguradores, quanto de corretores,
a importância do seguro de pessoas no contexto geral. Além disso, queremos
contribuir nas discussões de legislações envolvendo os seguros de pessoas.
Porque algumas decisões tomadas sem a nossa participação, às vezes não eram
aquelas que entendíamos como melhor solução”, afirma.
Hélio Loreno enxerga múltiplas funções para a nova entidade. “Não podemos ficar
à margem das discussões que antecedem o grande crescimento esperado para o
setor, como os novos produtos, a remuneração de corretores, o microsseguro,
novas regras etc. Um mercado bem ordenado fará com que todos se satisfaçam e se
realizem”, diz.
Entidade necessária
A fundação de uma entidade nacional é um desejo antigo dos CVGs. Segundo Danilo
Sobreira, desde a década de 80, os dirigentes do CVG-RJ da época já discutiam
essa possibilidade. “Estamos resgatando essa ideia e aproveitando o momento
atual e o entusiasmo dos presidentes atuais para construir algo novo no
mercado, que agregue valor”, diz. Entretanto, ele reconhece que a tarefa não
será fácil. “Não sou pessimista, sou realista. Nenhum dos CVGs dispõe de muitos
recursos para gastar. Por isso, temos de ter o pé no chão e fazer algo bem
feito. Creio que vamos conseguir, senão agora, talvez na próxima gestão ou no
próximo ano, porque, sem dúvida, essa entidade é necessária”, avalia.
Até que o CVG nacional se torne realidade, Paulo Castro acredita que as
entidades estaduais podem estreitar ainda mais seu relacionamento.
“Independentemente dessa questão, existem muitas pautas a serem discutidas. Uma
delas seria a troca de ideias sobre as melhores práticas aplicadas em cada
estado, que possam contribuir para o engrandecimento dos demais parceiros”,
diz.
 

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Para Osmar Bertacini, os CVGs poderiam, desde já, cuidar da ampliação de suas
bases territoriais. “Em São Paulo, por exemplo, nossa ideia é expandir a
atuação para o interior do estado, promovendo eventos com a participação de
técnicos para discutir questões pertinentes ao ramo”, afirma. Ele recomenda,
ainda, o esforço das entidades para a criação de novos CVGs estaduais.
Para Hélio Loreno, mais importante que a entidade única dos CVGs é a disposição
de seus idealizadores. “O mais importante é a vontade de fazer acontecer. As
pessoas é que fazem acontecer, não as entidades. Se as pessoas estiverem – como
estão – imbuídas desse espírito, vejo que não haverá barreira capaz de deter
essa proposta”, diz. Segundo ele, o momento é oportuno. “O mercado está pedindo
por pessoas que tenham boas ideias, que contribuam com força, trabalho e ações
para que o seguro evolua e distribuía as benesses para que todos os players”,
acrescenta.
Fonte: CVG-SP
Texto: Márcia Alves

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