




O fortalecimento da cultura securitária, a contribuição econômica do mercado segurador e a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à gestão de riscos marcaram a audiência pública realizada no dia 8 de julho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por iniciativa do Sincor-MG. O CSP-MG participou do debate e reforçou a importância dos seguros de pessoas como instrumento de proteção da sociedade e de desenvolvimento econômico.
Promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da ALMG, a audiência reuniu representantes das principais entidades do mercado segurador, parlamentares e especialistas para discutir a criação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cultura da prevenção, da educação securitária e da gestão de riscos.
Durante a abertura dos trabalhos, o presidente do Sincor-MG, Gustavo Bentes, apresentou o Projeto Cidades Protegidas, que busca estimular a criação de mecanismos permanentes de proteção da população e do patrimônio público por meio da gestão de riscos. Segundo ele, a proposta vai além da contratação de seguros e defende a criação de instrumentos que permitam aos municípios destinar recursos específicos para ações preventivas.
“Não estamos falando apenas da contratação de seguros. Estamos falando de proteção da sociedade. Precisamos criar mecanismos que permitam aos municípios planejar a gestão de riscos e prever, inclusive em seus orçamentos, recursos destinados à proteção do patrimônio público e da população. O seguro reduz os impactos econômicos das tragédias e evita que toda essa conta recaia sobre a sociedade”, afirmou.
Ao conduzir a audiência, o deputado estadual Rafael Martins ressaltou que o mercado segurador exerce papel estratégico para o desenvolvimento do Estado e anunciou o encaminhamento de propostas legislativas para ampliar o debate sobre proteção e prevenção em Minas Gerais, entre elas estudos para a criação da Semana Segura, solicitação do Sincor-MG, e outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura securitária.
A presidente do SindSeg MG/GO/MT/DF, Andréia Padovani, apresentou números que evidenciam a relevância do setor. Segundo ela, apenas no primeiro quadrimestre de 2026, sem considerar a saúde suplementar, o mercado segurador movimentou R$ 140 bilhões em prêmios emitidos e devolveu R$ 85 bilhões à sociedade em indenizações. Minas Gerais responde atualmente por 9,2% do mercado nacional de seguros, consolidando-se entre os principais polos do setor no País.
Representando o CSP-MG, o presidente João Paulo Moreira de Mello destacou a importância de o mercado segurador participar ativamente da construção de políticas públicas voltadas à proteção da população. Segundo ele, o setor exerce papel estratégico na estabilidade econômica das famílias, das empresas e do próprio poder público. Atualmente, o mercado representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, reúne mais de 200 mil profissionais e figura entre os maiores investidores institucionais do País, com mais de R$ 2 trilhões administrados em fundos, grande parte aplicada em títulos públicos.
“O corretor de seguros é um agente de transformação social. Não existe país desenvolvido sem uma indústria de seguros forte. Temos um mercado pujante, que gera empregos, renda e contribui para o financiamento da economia brasileira. Precisamos ampliar a educação securitária para que a população compreenda o seguro como instrumento de proteção e planejamento, e não apenas como um produto contratado após a ocorrência de um problema”, afirmou.
“O Sistema Único de Saúde exerce papel fundamental para a sociedade, mas os seguros e planos privados ampliam essa capacidade de atendimento e oferecem proteção complementar às famílias. O mesmo ocorre com a previdência complementar, que contribui para a formação de reservas de longo prazo, para a segurança financeira da população e para o financiamento da economia brasileira. Medidas que aumentam a tributação sobre esses produtos caminham na direção oposta ao fortalecimento da cultura da proteção, pois acabam desestimulando justamente um instrumento que incentiva o planejamento financeiro de longo prazo. O que defendemos é um ambiente regulatório que estimule a educação securitária e amplie o acesso da população aos mecanismos de proteção”, destacou João Paulo.
Ao final da audiência, representantes das entidades avaliaram que o encontro representa um importante avanço no diálogo entre o mercado segurador e o Poder Legislativo mineiro, fortalecendo iniciativas voltadas à prevenção, à gestão de riscos e ao desenvolvimento sustentável.
Além de Gustavo Bentes, Andréia Padovani, Rafael Martins e João Paulo Mello, participaram da mesa Jefferson Chadid de Oliveira, 2º vice-presidente do Sincor-MG; Flávio Lacerda Senna, 1º diretor Financeiro; Marco Túlio Prado Santiago, 2º diretor Financeiro; Breno Henrique Ribeiro Lima, 1º diretor Administrativo; Francisco Gonçalves Ferreira Neto, 2º diretor Administrativo; Moisés da Silva Prado Sobrinho Filho, 2º diretor Social; Fernanda Lasmar da Costa Frota, 1ª diretora Social do Sincor-MG; Hailton Madureira de Almeida, diretor de Relações Institucionais da CNseg; Carmem Ribeiro, presidente do Clubcor-MG; e Eduardo Augusto Paolinelli Silveira, perito criminal da Polícia Civil de Minas Gerais.
A íntegra da audiência pública pode ser assistida no canal do YouTube da Assembleia Legislativa. Clique aqui.
Por Déborah Gurgel – Assessoria de Imprensa